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Mais que um copo: o que o fenômeno Starbucks ensina sobre valor e identidade

Mestres, a Starbucks fez de novo. E dessa vez, não foi com café, nem com uma nova bebida de temporada. Foi com um copo. Sim, um copo que causou filas antes das 5 da manhã, revenda por até 800 dólares e brigas dentro de loja.

Estamos falando do Bearista Cup — um copo de vidro no formato de ursinho, lançado como item de edição limitada para a coleção de Natal de 2025. A peça, que chegou ao Brasil em parceria com a influenciadora Malu Borges, rapidamente se tornou um objeto de desejo. Mas por quê?

Porque isso aqui não é só um copo fofo. É uma aula prática de marketing moderno: escassez, pertencimento, branding e, principalmente, emoção.

O caos começa quando o desejo supera a lógica

O Bearista viralizou de forma quase instantânea. Clientes acamparam em frente às lojas. Vídeos de filas, revendas e caos dominaram as redes sociais. E mais uma vez, o que parecia apenas um “brinde bonito” se transformou em símbolo cultural.

Logo depois, marcas como o Walmart lançaram suas próprias versões. E adivinha? Também viralizaram. Os preços nos marketplaces dispararam, com versões genéricas sendo revendidas por até 300 dólares.

Nada disso teria acontecido se estivéssemos falando de produto. Isso só acontece quando falamos de significado.

Starbucks não vende café. Vende sensação de pertencimento.

O que está em jogo aqui não é a utilidade do objeto. É o que ter esse objeto representa. Status. Estilo. Exclusividade. É a lógica do “eu tenho e você não”.

É sobre fazer parte de uma comunidade que entende o valor simbólico daquele item. Isso não tem a ver com lógica, tem a ver com emoção. E emoção, meus amigos, é o combustível mais poderoso do marketing.

Empreendedores erram ao tentar vender apenas necessidade

A maioria dos pequenos negócios acredita que seu cliente compra por necessidade. E por isso, insistem em destacar benefícios técnicos, funcionalidades, diferenciais racionais.

Só que ninguém acorda às 4h da manhã por necessidade. As pessoas fazem isso por emoção, status, escassez e conexão.

É isso que faz o Bearista ser tão poderoso. Ele gera a sensação de que, se você não tiver, ficou pra trás.

Esse é o “efeito FOMO” (medo de ficar de fora), um dos gatilhos mais fortes que existem no comportamento de consumo. E a Starbucks domina esse jogo com maestria.

Como aplicar isso no seu negócio?

Você não precisa ter o orçamento da Starbucks para usar os mesmos princípios. Pode começar agora, mesmo com poucos recursos, desde que entenda o que está por trás:

  • Crie escassez real. Seu produto não pode estar disponível o tempo todo, para todo mundo.
  • Trabalhe o visual. Design não é luxo, é argumento de valor.
  • Conecte com uma emoção clara. Nostalgia, fofura, humor ou estilo de vida.
  • Construa comunidade. Faça seu cliente se sentir parte de algo.
  • Conte uma história. Não comece com desconto, comece com um motivo.

O copo pode esgotar. Mas sua marca pode se tornar inesquecível.

O Bearista vai passar. A coleção de Natal vai mudar. Mas o ensinamento fica: produtos podem acabar, mas o valor que você representa permanece.

Esse caso não é só uma história curiosa. É um mapa claro de como transformar algo simples em algo desejado. E se você aplicar isso no seu conteúdo, nas suas ofertas e na sua marca pessoal, vai perceber que não precisa competir por preço — precisa competir por percepção.

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